Todas as grandes empresas de comida rápida do mundo têm como rivais as padarias, as lanchonetes e botecos pé pra-fora, tratando-se de produtos para atender o gosto do freguês. Embora a maior rede de comida rápida do mundo o Mcdonald´s seja um exemplo de uniformização da produção seguindo uma fórmula global, não podemos elogiar a sua qualidade depois das denúncias feitas pelo filme “Fast Food Nation”. O gigante Mcdonald´s tem se preocupado com a otimização da produção em larga escala descuidando a qualidade.     A sua própria grandeza o torna deficiente, se for levado em conta os caprichos do freguês. Na América Latina o Mcdonald´s tem uma concorrência pulverizada com uma estratégia em nível de guerrilha urbana. A concorrência tende a crescer e o gigante está preocupado com relação ao produto personalizado. O que acontece é que o consumidor globalizado está muito mais exigente e pedindo cada vez mais produtos personalizados. Para o atendente da lanchonete, boteco, ou padaria é indiferente colocar mostarda, cebola ou maionese num hambúrguer, ele atenderá facilmente o pedido. Um bigmac normal sairá em um minuto, mas se o cliente quer um bigmac sem nenhum ingrediente padrão, seja por implicância, gosto, restrições médicas, isso levará um bom tempo. A produção da lanchonete, boteco ou padaria é artesanal, cada produto vem sob medida, neste caso é a oferta que se adapta ao mercado. A produção do Mcdonald´s é em série e não atende demandas individuais, está habituada a produzir em massa, neste caso o mercado se ajusta à oferta. Na atualidade os consumidores procuram produtos cada vez mais personalizados. Se o Mcdonald´s quiser sobreviver terá que conciliar a produção em massa com a peculiaridade do artesanato, além de considerar que o setor de comida rápida converge para o auto-serviço. Este artigo é sem gás. Você quer com gás?

Compartilho com o professor Ian Angell, uma visão de mundo. A verdade absoluta não existe, há apenas imposições que se bem colocadas para promover o progresso social, político e econômico, serão bem sucedidas. Conceitos como direita, esquerda, em pouco tempo serão coisas do passado.

 

Muita gente se pergunta por que o governo brasileiro aceitou uma parceria, no caso da refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, com o tirano Hugo Chávez, que à sombra do histórico ideal de Bolívar agita grupos que estão no poder no continente.

 

Rejeitar ajuda ou parcerias de governos considerados pouco democráticos não é uma amoralidade, isso é irrelevante. Rejeitar ajuda ou parceria de qualquer tipo de governo, economicamente falando, não faz o menor sentido. Talvez exista a preocupação, por parte de algumas pessoas, com a nossa imagem, tratando-se de um país como o nosso que tem alguma tradição democrática.

 

Creio que não devemos nos preocupar muito com essa questão, afinal não há moral absoluta, mas nem por isso devemos ser hipócritas. Devemos é ter consciência que muitos conceitos têm sofrido transformações; a democracia, por exemplo, tornou-se um argumento moral usado em nome de qualquer forma de intimidação das minorias, temos como resultado a incapacidade de governos democráticos em lidar com os atuais problemas.

 

Daí surge a seguinte questão: Como iremos sobreviver às ciladas impostas pela sociedade moderna? Estamos todos ansiosos e ao mesmo tempo amedrontados pelas exigências do mundo atual. Vemos que as novas tecnologias têm produzido novos perdedores e novos ganhadores, inclusive regiões atrasadas, excluídas, onde facilmente prosperará o fundamentalismo e a violência.

 

O conceito de igualdade de classes também sofreu transformação. Falar em igualdade de classes é uma tolice e uma perda de tempo, o que pressentimos é que o estado de sucesso, no futuro, será aquele que souber lidar com a desigualdade social, dando conta das transformações sociais e econômicas, sem a manutenção da política do bem social, que inevitavelmente levará qualquer governo ao fracasso. Devemos também considerar que as palavras não correspondem mais às coisas, tem significados diferentes, para épocas diferentes. O trabalho, por exemplo, não tem mais o mesmo significado que há três décadas. O caráter da crise financeira internacional pela qual passamos é diferente das outras crises já experimentadas, está última crise trouxe inovações que surpreenderam os idealizadores do complexo sistema financeiro internacional, o que estou dizendo é que está tudo em constante e rápida evolução.

 

Portanto, todas as regras foram alteradas: países de terceiro mundo poderão converter-se em países de primeiro mundo em questão de décadas, e como todo o que sobe desce, países do primeiro mundo podem tornar-se dependentes economicamente de outras nações.

 

Entre outros conceitos, o conceito de governo também está em evolução. Vai ser sempre necessário que tenhamos um governo, mas com as novas atribuições impostas pela modernidade: Força policial, forças armadas e saúde pública; sem imposição de ideologias, e sem interferir em qualquer coisa.

 

Os primeiros sinais da mudança do poder começaram a aparecer com Lech Wallesa na Polônia, Lula da Silva no Brasil, Evo Morales na Bolívia, entre outros. Outros trabalhadores talentosos chegarão ao poder nos próximos anos, serão também atuantes, inovadores e promotores da mudança do conceito de governo.  

 

A evolução do conceito de governo deverá trazer mudanças na legislação eleitoral tais como: O voto não deverá ser obrigatório; negará aos funcionários públicos o direito ao voto, porque não é correto que exista uma representação automática dos funcionários públicos.

 

Contudo, a inquietude que devemos ter é a da ausência de moral.  Fica neste artigo, proposto, aos interessados, outra maneira de pensar o mundo.

 script src=”http://www.google-analytics.com/urchin.js” type=”text/javascript”>
</script>
<script type=”text/javascript”>
  _uacct=”UA-xxxx-x”;
  urchinTracker();
</script>

O Tsunami Latino

Março 2, 2008

  Os candidatos à presidência dos Estados Unidos em nenhum momento da campanha têm falado na América latina, exceto quando o tema imigração vem à tona, mas nesse caso o assunto é tratado como problema doméstico e não como assunto de relações internacionais no qual poderia ser ventilado o desenvolvimento econômico de América latina, entre outras coisas.  Esse descaso, além de mostrar falhas na estratégia da campanha política mostra a falta de interesse dos americanos por América latina o que alias é uma questão cultural. Peter Hakin, diretor do centro de estudos Dialogo Interamericano revela que América latina nunca foi alvo de atenção por parte dos Estados Unidos. O fato é que América latina nunca foi ameaça para os Estados Unidos e o caricato Hugo Chávez não passa de alguém incômodo. Uma pesquisa feita pelo Zogby Internacional revelou que a região mais importante para os americanos é o oriente médio, ficando América latina um pouco acima de África. Os republicanos não têm vez com os latinos. Os democratas podem levar a fatia dos hispânicos, mas essa pode ser uma armadilha para Barack Obama porque os latinos não votam a favor de um candidato Afro-americano por preconceito racial. Uma pesquisa de New American Media revelou que quase 50% dos hispânicos têm medo dos afro-americanos. Os hispânicos são o bloco étnico maior dos Estados Unidos é o que revelou o pesquisador John Zogby, mais precisamente os hispânicos constituem 11% dos eleitores nas eleições para presidente nos Estados Unidos. A nação americana esta prestes a ver um tsunami de votantes latinos que irão às urnas em massa, como uma reação ao crescente sentimento anti-imigratório nos Estados Unidos, desencadeado pelos apresentadores da CNN e Fox News. Obama pode reverter esse quadro aliando-se a personalidades latinas e adotando um comportamento contra os apresentadores da CNN e Fox News que abertamente lançaram uma cruzada anti-imigrante, criando uma atmosfera hostil para a comunidade hispânica, sentimento este que pode vir a crescer e ter como paralelo a propaganda anti-semita e culminar com um novo Auschwitz. Há quem diga que a aversão dos hispânicos a os afro-americanos é apenas teoria, tanto é que as primárias da Flórida refutaram essa teoria. Para Hillary Clinton o lado mulher pesou muito para os latino-americanos, que dão muito valor ao lado materno, ao lutar para manter unida a sua família durante os escândalos sexuais de Clinton em 1990. Época em que Clinton ainda tocava o saxofone, como todo negro que se preza. 

Barack Obama e eu

Fevereiro 25, 2008

  Nas últimas semanas tenho recebido vários e-mails de Barack Obama, de David Plouffe o gerente da campanha, e de Michelle Obama. È que mesmo morando no Brasil, como cidadão do mundo que sou me engajei na campanha política de Obama, cuja plataforma de alguma forma me agrada. Prova de que o seu contingente vai além da fronteira americana. Num dos e-mails Obama disponibilizou uma linha telefônica para eu poder ligar para amigos e parentes, incitando-os a votar. Liguei para alguns amigos em Nova York e Los Angeles e para meus parentes em Boston e Miami. Com alguns parentes de Miami não tive boa acolhida; o meu cunhado não apóia Obama porque é negro. O meu cunhado nunca se preocupou em examinar sua árvore genealógica.  Que o meu cunhado não apóie Obama não é estranho, estranho é que os negros na sua maioria não o apóiam, são racistas e a sua atitude serve para pôr em evidência o preconceito racial do negro americano. Num outro e-mail David Plouffe me pede para eu fazer uma doação de $ 50 dólares, o que eu fiz com muito prazer. Se algum candidato à presidência do Brasil me pedisse uma doação eu não daria nem um tostão furado, para isso tem os dutos, os Valério-dutos ou sei lá que nome tenha a fonte inesgotável de dinheiro tupiniquim.  Os olhos do mundo estão postos em Barack Hussein Obama. Seus opositores o acusam de inexperiente, mas Bush não estava preparado para o mais alto cargo do país, com poucas qualificações carregando apenas o nome do famoso pai e os ensinamentos de James Burnham, o ideólogo que abriu caminho para a doutrina da hegemonia americana. Obama, jovem e dinâmico não traz na sua bagagem nenhum rótulo de salvador da pátria nem defensor dos negros e nem das minorias. Obama traz na sua bagagem uma interessante biografia e esperança de mudança para a sociedade americana. São muitos os desafios que Obama terá de enfrentar, caso seja eleito. Entre eles, tentar combater a ideologia dos neoconservadores que impregnaram a sociedade americana de paranóia terrorista. Mas o maior desafio está no campo econômico, com déficits gêmeos, desvalorização do dólar e ameaça de recessão. Considerando a tradição intervencionista dos Estados Unidos em virtude da grandeza econômica, política e militar, Obama estará longe de ser um pacifista, mas na pior das hipóteses será um liberal linha-dura, mas com grandes esperanças de mudanças. Hillary, Edwards, Giuliani, McCain, Romney e Huckabee são os mais cotados para tornar Barack Obama presidente. Se as minhas previsões estiverem certas o sol voltará a brilhar na América, caso contrário pode chover paca.      

A consciência generalizada convencional não quer ver que não existe paradoxo entre o progresso e a degradação das condições de vida, e que a tendência de um país que fica rico é a de acabar com abusos ambientais, isto porque, entre outras coisas, as leis de proteção ao meio ambiente se aperfeiçoam e se tornam cúmplices do próprio desenvolvimento. O processo de produção de grandes indústrias, por sua vez, é melhorado à medida que elas crescem, favorecendo de alguma forma o meio ambiente através do bom uso dos recursos naturais.  Afinal “Nada se cria nem se destrói, apenas se transforma”.  Pessoas que moram em países prósperos se tornam cada vez mais exigentes e por isso se esmeram por ter um ambiente sadio. A opinião dos ambientalistas tem sido bem absorvida pela cultura popular, solidificando a idéia de que o desenvolvimento gera necessariamente destruição da natureza. O efeito estufa não é causado pela ação humana; a pior destruição ambiental vem da própria natureza; um vulcão em erupção, por exemplo, expele mais gases de efeito estufa em uma hora que todas as indústrias de um país desenvolvido expelem em um ano.  Ambientalistas estão sempre a descobrir novas crises e são uma fonte continua de injustificados alarmes; muitos governos, cientistas, ONG`S e jornalistas podem estar perpetuando esse problema, criando uma falsa realidade. Há uma rede de interesses relacionados com os falsos alarmes ambientalistas e a luta parece ser política.  Outra crença, injustificada, que se disseminou pelas nações é a de que a chuva ácida causa prejuízos ao meio ambiente.  As chuvas ácidas, precipitações de água atmosférica (dióxido Sulfúrico e água da chuva misturada produzem o ácido sulfúrico) nunca foram perigosos, como se divulga.  Tendências naturais de aquecimento ou resfriamento sempre ocorreram no planeta.  Apesar dessa falsa divulgação, já se tem notícias de  países desenvolvidos em que a qualidade do ar tem melhorado, inclusive onde o reflorestamento tem crescido a taxas geométricas.    É claro que acidentes e procedimentos não corretos, efetuados pelo homem podem ocasionar desastres ecológicos de proporções calamitosas. Um vazamento de óleo de uma refinaria, por exemplo, pode ocasionar efeitos funestos no meio ambiente, pode prejudicar o abastecimento de água, ocasionar mortandade de peixes e privar os pescadores, de uma determinada região, de seu sustento.  A sociedade é a favor da produção de um combustível limpo como o álcool, desde que a proliferação de canaviais não prejudique a alimentação da população, como também a favor da reciclagem de materiais, que se tornou um grande negócio ambiental. O uso de pneus velhos, por exemplo, utilizados como combustível em fornos de grandes indústrias, reduze os custos e ameniza o problema ambiental.

Embora o Brasil tenha como conquista, no campo econômico,  manter a inflação sob certo controle, a população brasileira vive num permanente estado de torpor inflacionário, alimentando a expectativa de que os preços sempre estão em alta. Por essa razão a inflação no Brasil não deixa de ser uma ameaça constante, por estar vinculada à  cultura do povo. Da época inflacionária o povo brasileiro herdou, além dos traumas econômico-financeiros. a inflação no número de índices que servem para medir a inflação, esses índices apresentam uma grande variação entre eles. A divergência entre os índices se justifica porque cada um deles mede coisas diferentes. Podemos citar alguns deles: IGP-M, IPCA, INPC, IVC-SP, IGP-DI, IPC-SP, IPA. Na verdade esses índices são fruto da desconfiança do povo brasileiro.  O índice que mais chama a atenção é o IGP-M(Índice geral de preços de mercado), que no acumulado de qualquer período considerado sempre apresenta a maior alta. O IGP-M é um indicador que além de refletir na sua composição um peso de 60% da variação dos preços, é utilizado no reajuste de tarifas públicas, o que provoca a contaminação nos preços do varejo. O IGP-M é uma armadilha, porque é o produto da média ponderada do IPA, este último se utiliza da lista de preços e ao apurar os preços no atacado, utilizando como base as listas de preços, não capta os preços efetivamente praticados entre o setor produtivo e o atacado,  além de não considerar que se trata apenas de uma lista na qual o vendedor tem apenas a intenção de praticar sem que isso signifique necessariamente a intenção do comprador, mesmo considerando que os preços dependam do comportamento das pessoas; por essa razão o IGP-M  acaba refletindo uma inflação maior que a real, ou seja uma inflação teoricamente idealizada, uma inflação metafísica, o que pode provocar uma elevação na taxa de juros. O IGP-M é pesquisado até o último dia útil de cada mês.

    O INPC é pesquisado mensalmente pelo IBGE, considerando preços praticados, e representa a média do custo de vida nas principais regiões metropolitanas do país, considerando famílias de 1 a 8 salários mínimos.  O índice mais adequado  para medir a inflação ao consumidor seria o IPCA,  pela sua abrangência geográfica e porque mede dez mil itens nas principais regiões metropolitanas do país, além de ser um índice de varejo, é apurado mensalmente pelo IBGE.  O INPC e o IPCA são divulgados dez dias depois do encerramento de cada mês. A cultura inflacionista do povo brasileiro impede uma discussão, na sociedade, ao respeito da redução de índices e muito menos no que diz respeito à unificação de um índice inflacionário. “Por favor, algum leitor,  me mande 500 reais de maminha, se eu não estiver, enfie por baixo da porta”