Os Estados Unidos de forma estratégica induziram a união européia a trabalhar contra se mesma para se desestabilizar. Esta não é apenas uma guerra econômica, é o início de uma mudança radical em nível de geopolítica.

Os bancos franceses teriam algo em torno de 50.000 milhões de dívida com a Grécia e Alemanha mais ou menos 28.000 milhões, mas as autoridades européias em vez de saldar dívidas com a Grécia preferiram proteger o euro.  

Quem paga a crise são os trabalhadores europeus e dessa forma há transferência de dinheiro para as instituições financeiras, esta iniciativa somente pode ser feita pelos mercados que tem como direcionador dessa alocação os Estados Unidos.

De outra forma, a crise do Euro estourou apenas pelo ataque que as agências de qualificação americanas Standard $ Poor’s, Moody’s e Fitch fizeram contra as dívidas da Grécia, Espanha e Portugal. O rebaixamento da categoria das inversões destes países, propositadamente, teve o aval de Paul Volker, assessor econômico do presidente Obama. Este emitiu um pronunciamento sobre uma previsível desintegração da zona do euro.

A ação ofensiva contra o euro teve como finalidade levar para Estados Unidos os capitais estrangeiros necessários para cobrir o déficit crescente da balança financeira dos EUA. Até 2009 existiam garantias de um saldo positivo para financiar o déficit. O saldo posteriormente apresentou-se de forma negativa e as alternativas mais viáveis foram: um ataque ao euro e uma luta contra a fraude fiscal aberta por Obama.

Para salvar o tio Sam seria necessária a desintegração da união européia em beneficio de uma união econômica que garanta ambos continentes. A criação de uma união transatlântica seria a solução que inclusive é apoiada pela Alemanha. A Alemanha se beneficiaria imediatamente desta mudança porque aumentaria as suas exportações fora da eurozona, além de financiar o seu déficit a um melhor preço.

A Alemanha tem saído fortificada da União Européia, por tanto ela quer mais, ela quer expandir os seus tentáculos além da EU. Em detrimento do poder aquisitivo da população da EU e está disposta a gerar uma recessão; importa a Alemanha o mercado transatlântico e o mercado mundial.

A construção Européia não interessa mais aos Estados Unidos, ela foi criada pelos Estados Unidos como uma condição depois da guerra para favorecer o Plano Marshall. Os Estados Unidos e a Alemanha tinham interesses que se complementavam, portanto, o ataque ao euro e o desmembramento da união européia são uma ofensiva lançada pelos Estados Unidos e apoiada pela Alemanha. O FMI será com certeza o tutor do desmantelamento operação.

  O euro deverá permanecer de boniteza porque a sua extinção não convêm à Alemanha nem aos Estados Unidos.