O desenvolvimento do capitalismo durante os dois últimos séculos acabou por engendrar um processo de decadência irreversível. A própria dinâmica de desenvolvimento do capitalismo criou inúmeras crises que terminarão em uma depredação do próprio capitalismo, sem considerar aqui a degradação ambiental.

O setor empresarial certamente nunca deixou de perseguir o lucro, que é o seu principal objetivo. O governo por sua vez, através da sua política econômica planeja e regula, garantindo a provisão de bens.

Esta provisão do governo, com o tempo, transformou-se em uma ação de cunho social que logo evoluiria para a criação do Estado do bem-estar social. O avanço do capitalismo agravou a capacidade de inclusão através do mercado e minou a capacidade do Estado de bem-estar social.

Veio o Estado viabilizador e menos intervencionista que consolidou a iniciativa privada, esta capaz de garantir o desenvolvimento e a produtividade.

Ao falarmos de acesso à riqueza entendemos que este é propiciado pelo mercado ou pelo governo através das políticas públicas, mas nem o mercado nem o governo tem sido capazes de garantir o acesso à riqueza. Surgem as ONGs, reproduzindo-se geometricamente para poder garantir aquilo que nem o setor privado nem o governo são capazes de aportar.

Concluímos que as formas de obtenção da riqueza são: o emprego ou a caridade. O que surpreende é saber que existe uma indústria paralela denominada “Crime Organizado”, que sempre inicia as suas atividades com assaltos, corrupção, contravenção, comércio ilícito.

Este novo setor é tão organizado que não se pode mais considerá-lo um simples caso de policia, sob pena de seu crescimento deteriorar as bases lançadas nesta sociedade através dos séculos.

 Esta é a verdadeira fase do capitalismo que necessita de reformas para reconstruir uma sociedade onde as condições de vida sejam favoráveis ao desenvolvimento humano.