O Haiti vive uma campanha eleitoral que terminará em Novembro. Este fato foi ignorado pelo mundo, até o momento em que o cantor de Hip-Hop, o Americano-Haitiano Wyclef Jean resolveu candidatar-se a presidente da república e ter sido impedido de candidatar-se por viver fora do Haiti.
A história de dominação do Haiti remonta ao século XVIII, quando os franceses escravizaram toda a população para produzir açúcar e café, com a finalidade de suprir as nações mais desenvolvidas.
No século passado países ocidentais apoiaram e sustentaram durante muitos anos a família Duvalier, esta família plantou o terror, matou 50 mil pessoas e saqueou a ilha.
No passado o político mais popular do Haiti, Jean-Bertrand Aristide foi deposto por atender o chamado da população para combater as multinacionais e distribuir renda entre os mais pobres.
Ainda na administração de Bill Clinton Jean-Bertrand Aristide voltou ao poder no Haiti, em 1994. Desta vez tentou seguir as regras, congelou salários, privatizou quase tudo e foi obrigado a não atender as demandas do seu povo, mas mesmo assim foi reeleito com uma votação arrasadora no ano 2000 porque, mesmo impedido, se esforçou para favorecer o seu povo. Os Estados Unidos e a França acusaram Aristide de ditador e o expulsaram do Haiti.
O próximo presidente René Preval, fez tudo que lhe foi ordenado e privatizou o que restava do estado, mas não foi bem aceito pela população.
A característica mais marcante deste país é a desigualdade social o que significa que os ricos de Haiti passam despercebidos pela imprensa Internacional que apenas foca a pobreza do país. Não é fácil localizar as mansões que estão encravadas nas montanhas, verdadeiras fortalezas localizadas nos bairros de Pétion Ville, Boutelliers e Kenskoff. Nestes bairros moram banqueiros, industriais, donos das empresas de serviços públicos, que foram privatizados nos anos 90 e estão nas mãos de empresários como: Edourd Baussan, Richard Coles, Gilbert Bigio, Gregory Mevs, e Réginald Boulos. Estes empresários vivem com um pé no Haiti e outro nos Estados Unidos.
Nos supermercados dos bairros nobres é comum encontrar Whisky Chivas ou conhaque Hennessy importado da França, como é comum ver pelas ruas carros modernos: Hummer, Toyota, Nissan, Mitsubishi. Explica-se porque o índice de Gini que mede o grau de concentração existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita, é o mais alto de toda a América, 0,66; isso é vergonhoso, embora o Brasil tenha concentração de 0,61.