Keynes, e os gastos públicos improdutivos
Fevereiro 8, 2009
John Maynard Keynes, economista brilhante do século passado continua a brilhar no presente. Para enriquecer o pensamento econômico ele incluiu o governo como um agente legítimo capaz de corrigir distorções do mundo econômico.
Para deleite de muitos governos, as suas idéias são sempre aceitas, e não é por menos. Ele ensinou que era racional desperdiçar dinheiro público em obras inúteis. Abrir buracos para posteriormente ser fechados por outros trabalhadores, este exemplo não é dele, mas na sua teoria Geral ele colocou um exemplo parecido.
A lógica deste pensamento é usar dinheiro público para construir obras a serem destruídas para serem construídas e destruídas novamente. Isso não significa que qualquer gasto público improdutivo é justificado por esta ou aquela teoria, porque qualquer gasto público improdutivo que funcionou no passado pode ser totalmente infundado na nossa época.
Nem sempre os gastos públicos geram empregos, na maioria das vezes geram problemas. O mundo já foi keynesiano, com o fim do neoliberalismo voltou a ser keynesiano, o estado voltou a ter um papel importante na condução da economia.
No momento atual o que se espera é que a montanha de dinheiro destinado para reanimar a economia americana seja suficiente e que a ínfima quantia que está sendo gasta pelas economias emergentes seja estrategicamente bem aplicada para superar a crise econômica.
E os países pobres? Vira a página!!
