Obamamania

Julho 20, 2008

A corrida presidencial dos Estados Unidos tem sido desde o início deste ano, marcada por uma euforia do povo americano, como não se via desde os tempos de John Kennedy.

 

Os dois candidatos a presidente têm, naturalmente, as suas particularidades: Um candidato é velho tem 76 anos, o outro é jovem tem 46 anos; um é herói de guerra, o outro não; um tem uma longa trilha como senador, o outro é um novo senador; um é branco, o outro é negro; um é filho de pai africano e mãe americana, o outro procede de uma família de escoceses; um é liberal, o outro conservador; um parece ter habilidade em negociar com o inimigo, o outro parece ter como dialogo a guerra; um é excelente orador, o outro tem mais habilidade interlocutora; um tem cara de presidente dos Estados Unidos, o outro não, mas a diferença que pesa entre os dois está na raça, na idade e na ideologia.

 

O lado comum entre os candidatos é que nenhum dos dois tem experiência em negócios e entendem pouco de economia, mas ambos são produtos do meio, são inteligentes e estão bem assessorados. Os candidatos oferecem um interessante contraste aos eleitores americanos.

 

Existe uma dúvida que levita no ambiente político mundial. Os americanos votarão em um candidato negro para presidente? É claro que os americanos votarão em um candidato negro porque a sociedade americana clama por mudanças. Obama tenta tirar partido desse anseio da sociedade americana e está prometendo mudanças.

 

A certeza é que o candidato que chegar à Casa Branca em janeiro de 2009 terá que lidar com uma pobre herança econômica, política e social deixada por Bush e enfrentará uma nova arquitetura econômica global, em destaque as economias emergentes: China, índia, Brasil, Rússia. De outra forma, o novo presidente terá como primeiro desafio, no campo econômico, adotar políticas que garantam a confiança dos investidores, uma vez que a economia mundial tem alcançado altos níveis de pulverização e interdependência.

 

EXPECTATIVAS DO MUNDO

 

O mundo espera que o próximo presidente acabe com a guerra do Iraque; que reduza as políticas protecionistas e contribua para minimizar a fome dos países pobres; que adote uma postura convincente com relação ao aquecimento global e que renove os laços de amizade com os países muçulmanos.

 

A verdade é que o mundo também está eufórico, na espera de um presidente idealista e jovem, um político que levante a bandeira da democracia, com responsabilidade. Muitas pessoas tanto das nações desenvolvidas como das nações subdesenvolvidas têm a esperança que Obama trará mudanças e apostam no carisma do político negro.

 

No Oriente Médio Obama é visto com reserva, os Israelenses suspeitam que obama não possa conseguir convencer os Iranianos a desistir da sua corrida nuclear e lamentam a derrota de Hillary Clinton.

 

Na Alemanha, na Inglaterra, na França, na polônia e noutros países europeus a imprensa estampa nas suas manchetes que Obama é a pessoa que trará mudanças para América.

 

América Latina o mínimo que espera é deixar de ser o continente esquecido pelos Estados Unidos, caso Obama ganhe as eleições.

 

Até lá ficaremos na expectativa de que os anseios políticos da população mundial sejam realizados completamente.

 

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