Por favor, me levem ao ano 2017

Eusebio, um dos futuristas antigos mais conhecidos (ou seria Preterista? – 260-340 d.c), ficaria abismado com os avanços da tecnologia do momento, por outro lado, se fossemos catalogar George Orwell neste momento (autor do livro 1984 – escrito em 1948 por Eric Arthur Blair sob o pseudônimo de George Orwell), veríamos que é um escritor com uma pobre imaginação. (O Cosmopolitismo Técnico-Filosófico era pobre naquela época – 1948).

O mundo está no meio de uma dramática mudança nos TI e nos escritórios. Cada dia que passa o tradicional modelo está cada vez mais desatualizado. Hoje existem 10 bilhões de aparelhos celulares, as aplicações para este aparelhos crescem geometricamente, os consumidores estão mais exigentes. Os TI sem duvida já foram impactantes dentro das organizações: no nível de estrutura orgânica, psicossociológico, nas relações pessoais, como no próprio ambiente tecnológico.

Os TI atualmente dispõem de poucos recursos para atender a demanda global de usuários, além de enfrentar problemas de segurança dos servidores, problemas de compatibilidade de aplicações, subutilização de servidores etc. A virtualização é a única saída para desenvolver uma estratégia eficiente para superar todos esses problemas.

(Virtualização, basicamente, é a técnica de separar aplicação e sistema operacional dos componentes físicos, de outra forma: virtualização é a simulação de uma plataforma de hardware, sistema operacional, dispositivo de armazenamento ou recursos de rede. Tudo isto sendo feito de forma remota)

Os escritórios do futuro (2017 – o futuro está à nossa porta) não utilizarão os computadores fixos, irão operar em qualquer sistema operacional, em qualquer lugar e em qualquer tempo. Os usuários não serão mais escravos de uma determinada tecnologia.

A força de trabalho será bem distribuída e móvel. Os funcionários poderão acessar as informações das suas empresas de qualquer lugar do mundo utilizando o seu aparelho celular preferido e o aplicativo preferido. A revolução móbil determinará usuários de Smartphones e Tablets mais exigentes, com acesso ilimitado às interfaces, com aplicativos mais simples e desenhados exclusivamente para eles.

A tecnologia será completamente (user-friendly) amigável, existirão poucos “Analfabites” de forma que o crescente interesse coletivo pelo conhecimento tecnológico será um dos fatores que irão acelerar as mudanças.

Devo estar sonhando…

Terrível é o passado! (“Que coisa mais classe média!”)

A internet já mudou o planeta, mas as mudanças não param e uma das novas fases da tecnologia, a internet de tudo, terá o poder de criar na próxima década o potencial de 20 trilhões de dólares. Para o setor privado global isto equivale a um acréscimo de mais de 20% nos lucros.

O setor público se beneficiará da “Internet de Tudo” no sentido de monitorar o desequilíbrio entre o crescimento geométrico dos países emergentes e a desaceleração dos países desenvolvidos incluindo um controle mais eficaz sobre o envelhecimento mundial.

Novas ferramentas farão possível este monitoramento considerando que enorme quantidade de dados digitais cresce a cada dia, são 15.000 novos aplicativos desenvolvidos a cada semana.

Mais da metade da população mundial vive nas áreas urbanas. A previsão de crescimento da população mundial é de 7 bilhões atuais para 10 bilhões em 2050. Os limites físicos, já saturados, não irão permitir que as formas tradicionais de atendimento ás populações continuem a lidar com essa pratica da forma como é feito na atualidade.

A tecnologia irá incorporar os serviços urbanos: estradas, escolas, hospitais, água, eletricidade, gás, coleta de lixo, tudo isso e muito mais através de conexões virtuais. O desafio é grande porque existe uma escassez de recursos lutando contra o aumento dos custos.

Os custos crescentes relacionados à energia, ao abastecimento de agua e à coleta de lixo, por exemplo, representam um desafio para os governos. A tecnologia poderá permitir mudar a infraestrutura (velha) da energia elétrica, do abastecimento de agua, da coleta de lixo utilizando sensores. (Os postes de iluminação pública utilizam tecnologia dos anos 60).

Isto irá viabilizar um serviço mais eficaz propiciando mais segurança, redução de custos e um aumento na produtividade dos setores da economia. O setor público será o líder na adoção da “Internet de Tudo” e o resultado será a transformação das cidades atuais para cidades inteligentes.

A “Internet de Tudo” permitirá a conexão das coisas e as pessoas (processos em rede) tendo como resultado a transformação de dados em informações úteis. A parceria público-privada vai permitir uma melhora na vida quotidiana das pessoas além de propiciar valor econômico para as cidades atraindo investimentos.

As cidades terão que investir com muito cuidado em tecnologia evitando soluções isoladas e concentrando-se em soluções “End-To-End”.

Em breve iremos viver em um mundo onde tudo está interconectado, as casas serão inteligentes, as ruas mais seguras, pessoas saudáveis, zero analfabetismo (poucos Analfabites), cadeias de suprimento mais ágeis, maior valor econômico etc.

Abrace essa ideia!

Terrorismo financeiro

Gosto que os meus leitores sempre encontrem nos meus artigos um diferencial de aprendizagem, então para aumentar os nossos conhecimentos em economia, temos que entender que a economia financeira é o ramo da economia que estuda a alocação e distribuição de recursos econômicos, em um ambiente incerto.

Para simplificar, a economia financeira nada mais é do que a economia real. A economia financeira é inimiga da economia real. La economia financeira, por exemplo, tem o poder de valorizar ou desvalorizar uma plantação anos antes de ter sido plantada.

O terrorista financeiro ou o Bankster, despudorado por natureza, pode comprar uma safra inexistente e vende-la para Dora que a venderá para Marcos, que a vendera para Cléa, que a venderá para Paulo. Nem sequer desconfiam que o terrorista financeiro pode fazer com que ao longo deste processo o preço da safra imaginária aumente de preço, mas também pode, por inúmeras razões,  fazê-la baixar de preço, amparado pelas leis do estado que são as leis da economia financeira  a serviço do estado.

No caso de baixar muito de preço é melhor não plantá-la, mas nesse caso Dora, Marcos, Cléa e Paulo estarão endividados e poderão ao igual que o ladrão de galinhas irem presos, aqui no país do futuro (ou será faturo?), ou em qualquer lugar do planeta. É de estes sintomas que a economia financeira cuida.

O terrorista financeiro descaracteriza o lado pessoal de qualquer transação e a torna impessoal, apenas um tabuleiro do jogo especulativo apoiado pelos governos do planeta. Os terroristas financeiros ficam impunes porque existem grupos da mídia que tornam legítimos os seus movimentos especulativos, inclusive muitos deles se candidatam a cargos públicos e até ganham as eleições.

Caros leitores, a economia financeira não se conforma com a mais valia do capitalismo tradicional, ela quer mais, ela quer o nosso sangue. Por essa razão a saúde pública, a educação e a justiça também estão em jogo.

Lula: de jornaleiro a jornalista do New York Times

Recebi com descredito a notícia sobre a coluna de Lula no New York Times. Muito extranho, por tratar-se de uma pessoa que  nunca teve o hábito de ler jornais. “Felomenal” ser indicado para ser colunista de um jornal de prestígio mundial. Neste caso apenas frutos que a presidência ainda rende.

Lembro que quando Lula era presidente assinava uma coluna semanal publicada em jornais brasileiros. O nome da coluna era “O presidente responde”. Nunca acreditei na capacidade lítero-jornalística de Lula. Os artigos que “ele” escrevia, ou melhor, um dos seus enviados escrevia eram banais e caíam rapidamente no esquecimento.

Lula não teve tanta sorte e cresceu à margem de uma cultura letrada e assim permaneceu até os dias de hoje. Oportunidades não faltaram, mas ele preferiu sempre desculpar-se dizendo que nunca teve oportunidades de estudar.

Michael Greenspon, diretor-geral da divisão de serviços noticiosos do New York Times deve estar louco, assessores deste debiloide asseguram que a coluna não será publicada na versão impressa do New York Times. Por enquanto apenas em veículos que pagam pelo direito de uso dos artigos distribuídos pelo jornal.

Irônico, porque foi o New York Times através do seu colunista Larry Rohter  quem tentou difamar Lula escrevendo um artigo em que criticava o seu apetite voraz pelo álcool. Afirmou ainda aquele jornalista que Lula sofreu por causa de bebida várias crises e escândalos de corrupção, até mesmo fracassos de importantes programas sociais.

Em Windhoek, capital da Namíbia, por exemplo, Lula disse que aquela cidade não parecia estar na África, porque era muito limpa. Mas certamente, em outra ocasião, tinha tomado todas quando chamou o presidente da General Motors de presidente da Mercedes-benz. Foi aconselhado a parar de beber, mas não ouviu, e em outra aparição em público imitou o sotaque Sírio-Libanes.

O Lula é um apedeuta, mas também a mim me diverte. Para ser sincero estou saudoso do tempo em que ele prometia visitar Grã- Bretanha, Inglaterra e Reino Unido.

Somos inflacionistas por natureza

Platão viveu as inflações do mundo helênico, as suas idéias ao respeito do combate à inflação ficaram fortalecidas depois da sua viagem a Siracusa, 387 a.C, mas somente décadas depois percebeu que as suas idéias tinham ido longe demais. O seu discípulo Aristóteles também lutou firmemente contra a inflação e batalhou por uma moeda conversível em todo lugar. Platão e Aristóteles condenariam a economia brasileira montada sobre vários indexadoresl, mas aplaudiriam o regime de metas de inflação  até se dar conta que existem variáveis que não podem ser controladas facilmente.

Se o ambiente econômico, por definição, não é estruturado, se os agentes econômicos têm uma visão imperfeita sobre a economia; se não há estatísticas confiáveis sobre o comportamento das variáveis econômicas; se é impossível predeterminar o valor dos índices de preços porque estes podem elevar-se acima do máximo previsto devido a um aumento do preço do petróleo ou por ocorrência de uma seca, uma inundação, uma geada, e também porque os índices de preços dependem do comportamento das pessoas que ninguém pode controlar. Como ter nessas condições um regime de metas de inflação confiável?

O regime de metas de inflação foi adotado no Brasil em 1999, com o objetivo de disciplinar a política monetária. Devido à inexperiência com esse tipo de controle enfrentamos situações difíceis ao operar as expectativas da inflação. Não bastava que esse regime tivesse funcionado bem em Israel, na Inglaterra, Austrália etc. Era necessário fazer ajustes para adaptar-se melhor à realidade do País. Um desses ajustes seria acabar com os indexadores da economia que continuam por lá simplesmente por descuido, falta de interesse e até por conveniência de alguns agentes econômicos.

Esperava-se que depois de certo tempo, quando o regime de metas de inflação ganhasse alguma credibilidade, os agentes econômicos iriam todos convergir nas suas expectativas de inflação. Faltou o comprometimento do governo e seu conjunto de instituições com a sua política fiscal; o comprometimento da sociedade através dos seus organismos, sindicatos, empresários, trabalhadores; além do comprometimento do Banco Central com a sua política monetária para que todos conjuntamente tomassem decisões em comum acordo.

Nas últimas semanas o aumento do preço do petróleo afetou toda a cadeia produtiva, todos os preços foram afetados e tivemos uma elevação geral no nível de preços, mas não um fenômeno inflacionário, porque não se caracterizou uma continuidade no aumento de preços, fator essencial para justificar uma inflação, apenas houve uma acomodação de preços.

Significa dizer que pode haver variações de índices sem haver inflação. Isso poderia provocar um desvio da meta de inflação, mas aumentar a taxa de juros não seria correto, porque não há pressões inflacionárias. Um aumento da taxa de juros nesse momento só faz destruir o bem-estar.

Se não temos um diagnóstico exato do que provoca o aumento dos índices de preços, mas sabemos que o importante é manter os índices constantes, a inflação e a taxa de juros, nessas condições, são apenas um assunto acadêmico.

Mas, para o homem comum brasileiro um aumento irrisório de preços é um perigo, sente-se ameaçado pela inflação e acha que tem em excesso uma coisa que lhe falta. Para não ficar por baixo este homem comum também aumenta os preços dos produtos que ele comercializa, porque tem medo de voltar à época em que 100 mil cruzeiros de maminha o entregador enfiava por baixo da porta.

O petróleo novamente põe em risco a economia mundial.

É normal que o mundo se preocupe com a instabilidade política e social pela qual passa o oriente médio. A razão é muito obvia, porque o oriente médio e o norte da África produzem mais do que a terceira parte do petróleo mundial.

Os conflitos na Líbia têm reduzido drasticamente a produção de petróleo, entre outros motivos porque os trabalhadores têm fugido do país depois que o ocidente determinou uma zona de exclusão aérea.

Uma redução na produção do petróleo fará com que os preços aumentem exponencialmente, isso elevaria os índices inflacionários e provocaria uma restrição monetária capaz de estrangular qualquer economia.

A boa noticia é que o conflito na Líbia tem reduzido a produção petrolífera mundial em apenas 1%. O mercado petrolífero vive outra realidade, diferente da vivida na crise de petróleo de 1973. Atualmente o mercado petrolífero conta com muitas reservas. Arábia Saudita conta com uma capacidade de produção que poderá facilmente substituir a Líbia e outros pequenos produtores.

A má noticia é que a Arábia Saudita apresenta um perfil social parecido com os países que hoje apresentam instabilidade social e política. Basta dizer que Arábia Saudita tem milhões de jovens sem emprego e sem nenhuma perspectiva de melhora. É muito perigoso que a instabilidade política e social se traduza em conflitos, levantes, enfrentamentos e até em guerra civil.

A Arábia Saudita não terá a capacidade para atender o crescimento da economia mundial porque a demanda pelo petróleo cresce a uma velocidade muito maior do que os incrementos na oferta. Contudo, é bom considerar que a economia mundial atualmente é menos vulnerável a um aumento de petróleo do que no passado.

Economia menos vulnerável não significa que não está isenta de sofrer alguns revezes econômico-financeiros. O petróleo mais caro, por exemplo, implicaria numa maior transferência de renda para os produtores e como estes últimos possuem uma maior propensão a poupar gera-se uma queda na demanda global.

Se a economia mundial cresce atualmente a uma taxa de 4,5% o preço de petróleo teria que subir acima de $ 150 dólares por barril ou mais, porque um aumento menor teria implicações no crescimento e aumentaria os índices inflacionários.

Nos países emergentes como o Brasil, China e Índia um aumento de petróleo aumentaria a inflação manifestada através do aumento do preço dos alimentos que representam ainda uma boa parcela do gasto da população. Muitos governos, de países emergentes e até do oriente médio tem subsidiado o petróleo e os alimentos numa tentativa de aplacar a insatisfação e o descontentamento da população e hoje se encontram em um circulo vicioso; a um aumento do petróleo corresponde uma incerteza política.

Chegou o momento de o mundo reconhecer a sua vulnerabilidade ao petróleo e ao oriente médio e investir maciçamente em outras energias alternativas.

Por trás do ataque ao euro e o desmantelamento da União Européia.

Os Estados Unidos de forma estratégica induziram a união européia a trabalhar contra se mesma para se desestabilizar. Esta não é apenas uma guerra econômica, é o início de uma mudança radical em nível de geopolítica.

Os bancos franceses teriam algo em torno de 50.000 milhões de dívida com a Grécia e Alemanha mais ou menos 28.000 milhões, mas as autoridades européias em vez de saldar dívidas com a Grécia preferiram proteger o euro.  

Quem paga a crise são os trabalhadores europeus e dessa forma há transferência de dinheiro para as instituições financeiras, esta iniciativa somente pode ser feita pelos mercados que tem como direcionador dessa alocação os Estados Unidos.

De outra forma, a crise do Euro estourou apenas pelo ataque que as agências de qualificação americanas Standard $ Poor’s, Moody’s e Fitch fizeram contra as dívidas da Grécia, Espanha e Portugal. O rebaixamento da categoria das inversões destes países, propositadamente, teve o aval de Paul Volker, assessor econômico do presidente Obama. Este emitiu um pronunciamento sobre uma previsível desintegração da zona do euro.

A ação ofensiva contra o euro teve como finalidade levar para Estados Unidos os capitais estrangeiros necessários para cobrir o déficit crescente da balança financeira dos EUA. Até 2009 existiam garantias de um saldo positivo para financiar o déficit. O saldo posteriormente apresentou-se de forma negativa e as alternativas mais viáveis foram: um ataque ao euro e uma luta contra a fraude fiscal aberta por Obama.

Para salvar o tio Sam seria necessária a desintegração da união européia em beneficio de uma união econômica que garanta ambos continentes. A criação de uma união transatlântica seria a solução que inclusive é apoiada pela Alemanha. A Alemanha se beneficiaria imediatamente desta mudança porque aumentaria as suas exportações fora da eurozona, além de financiar o seu déficit a um melhor preço.

A Alemanha tem saído fortificada da União Européia, por tanto ela quer mais, ela quer expandir os seus tentáculos além da EU. Em detrimento do poder aquisitivo da população da EU e está disposta a gerar uma recessão; importa a Alemanha o mercado transatlântico e o mercado mundial.

A construção Européia não interessa mais aos Estados Unidos, ela foi criada pelos Estados Unidos como uma condição depois da guerra para favorecer o Plano Marshall. Os Estados Unidos e a Alemanha tinham interesses que se complementavam, portanto, o ataque ao euro e o desmembramento da união européia são uma ofensiva lançada pelos Estados Unidos e apoiada pela Alemanha. O FMI será com certeza o tutor do desmantelamento operação.

  O euro deverá permanecer de boniteza porque a sua extinção não convêm à Alemanha nem aos Estados Unidos.